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Calçados: fábrica pode gerar 350 vagas em Ubajara, mas não há nada confirmado

A ideia é que a nova unidade no Ceará fabrique 1.200 pares de calçados diariamente, reforçando a cadeia produtiva de calçados que já existe no Estado e fortalecendo

Procurando expandir seu mercado no País, a fábrica Calçados GNC, do Rio Grande do Sul, cogita instalar uma unidade da empresa no Ceará, mais especificamente, no município de Ubajara. A ideia é implantar uma unidade fabril para a produção de 1.200 pares por dia, o que geraria cerca de 200 empregos diretos e outros 150 indiretos, como parte da cadeia produtiva de calçados na região.

As informações são do diretor comercial da empresa, Claver Brito. Ele pondera que ainda não há nada confirmado e que o protocolo de intenções para a instalação do empreendimento ainda está sendo encaminhado.

“Devido ao cenário político do País, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e tudo o mais, as negociações estavam travadas. Mas, agora, parece que as coisas estão andando mais rápido”, justifica o diretor sobre o andamento do projeto.

Caso tudo dê certo, a previsão da empresa é que a fábrica já seria instalada no próximo ano. “Conforme o acordo, a Prefeitura seria responsável pela construção do pavilhão, com as instalações, e nós levaríamos o maquinário, em um investimento de, em média, R$ 2 milhões”, explicou Brito. “A expectativa é que dê certo e, no próximo ano, o projeto tenha continuidade pela Prefeitura de Ubajara”.

Cautela

O diretor admite que, dada a conjuntura econômica, a companhia está cautelosa e só vai investir no que realmente contribuir para o crescimento da empresa. Brito aponta que a marca Miss GNC vende para todo o País, mas com mais concentração nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Com uma unidade no Nordeste, temos a oportunidade de ampliar nossa presença na região”, pontuou.

Incentivos

Ontem, a Câmara Municipal de Ubajara aprovou projeto para instituição de um programa de desenvolvimento econômico para o município, encaminhado pela Prefeitura. Conforme a proposta, empresas dos ramos industrial, comercial, atacadista, prestadores de serviços e de turismo poderão ser beneficiados com incentivos, desde que possuam domicílio fiscal na cidade.

O município poderá isentar as empresas do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e aplicar 50% sobre a base de cálculo do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além de executar infraestrutura primária em terrenos que forem destinados à implantação dos empreendimentos e outras obras, como abertura de ruas, demarcação de quadras, instalação de rede de águas pluviais etc.

A proposta ainda determina que a isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) também poderá ser concedida, mas somente a serviços de construção civil que forem executados por prestadores de serviço locais. Também é previsto o pagamento de aluguel de imóveis pelo município, até o limite de R$ 40 mil, por 10 anos, podendo ser renovado pelo mesmo período, desde que a fábrica gere, no mínimo, 200 empregos.

Vagas

O documento também exige que o empreendimento beneficiado com incentivos coloque à disposição da Secretaria de Administração e Finanças do município no qual será instalado 12% do quadro funcional, que deve ser preenchidos da seguinte maneira: 5% como primeiro emprego, a jovens com idade de 16 a 24 anos; 5% por profissionais excluídos do mercado, com mais de 45 anos; e 2% por pessoas portadoras de deficiências.

Regulamentação

A proposta, que deve ser regulamentada pelo município em até 30 dias, prevê que as empresas beneficiadas pela aquisição de terras iniciem as obras de implantação do projeto no prazo máximo de seis meses após a emissão do alvará de construção. Além disso, também determina que as obras sejam concluídas em até dois anos, sendo permitida a prorrogação em até 12 meses, se justificado.

Diário do Nordeste