RMF concentra receitas para eleições municipais

Se os oito candidatos a prefeito de Fortaleza, quinta maior cidade do País, sofrem com a escassez de recursos para campanha em 2016, a situação dos que concorrem às prefeituras dos outros 183 municípios cearenses é ainda mais precária.

De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, excluindo a Capital o município de campanha que mais arrecadou, até a noite de sexta-feira (9), era Juazeiro do Norte, que também tem oito postulantes à chefia do poder Executivo municipal. A diferença é que todos eles somados declararam até agora ter arrecadado R$ 1.048,492,12, menos de um oitavo do total arrecadado na Capital.

E as disparidades entre os pleitos é ainda mais fácil de verificar quando se analisam as receitas do terceiro município com campanha mais cara. Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, tem arrecadações de seus quatro prefeituráveis somados equivalentes a R$ 407.200,00.

Outros três municípios da RMF, excetuando a Capital, aparecem entre as dez campanhas mais caras. Pacajus, em sétimo, com R$ 198.950,00 e quatro candidatos a prefeito; São Gonçalo do Amarante, em oitavo, com R$ 185.300,00 e também quatro postulantes; além de Pacatuba, em nono, com R$ 184.873,00, e cinco prefeituráveis.

À frente desses municípios, mas abaixo de Juazeiro do Norte e Maranguape, aparecem Sobral, na quarta posição, com receitas dos candidatos a prefeito somando R$ 401.500,00; Lavras da Mangabeira, na quinta colocação, com R$ 339.132,00; Camocim, em sexto lugar, com R$ 253.802,00; e Crato, com R$ 248 mil. Na décima posição desse ranking, por sua vez, aparece o município de Aracati, com receitas somadas dos seus quatro candidatos de R$ 170 mil.

Dificuldades

As dificuldades das campanhas no Interior do Estado pode ser melhor avaliada analisando o conjunto dos municípios. Em apenas seis deles, as arrecadações dos candidatos a prefeito somam mais de R$ 200 mil.

Outros 19 têm campanhas com receitas que variam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, incluindo o quarto maior colégio eleitoral cearense, Maracanaú. Lá os dois prefeituráveis arrecadaram um montante de R$ 125 mil.

Um total de 32 municípios têm prefeituráveis com arrecadações que somam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Entre eles, está a cidade de Caucaia, segundo maior colégio eleitoral do Ceará e único município, além de Fortaleza, que pode ter segundo turno em 2016. Em termos de receita declarada pelos seus seis candidatos a prefeito, Caucaia soma apenas R$ 56.002,00, ocupando a 52ª colocação entre os 184 municípios cearenses.

O maior número de cidades cearenses, 42, têm campanhas de postulantes à Prefeitura com receitas de R$ 25 mil e R$ 50 mil.

Outros 36 municípios têm arrecadações de seus prefeituráveis com valores entre R$ 10 mil e R$ 25 mil. Por sua vez, 25 municípios têm campanhas para cargos no Executivo somando receitas entre R$ 290,00 e R$ 10 mil. A situação mais grave é a de 23 municípios cujos candidatos a prefeito ainda não declararam nenhuma receita arrecadada.

Prestação parcial

Todos os 511 prefeituráveis e 13.781 postulantes a cargos nas câmaras municipais do Estado têm até amanhã para fazer uma primeira prestação parcial de contas à Justiça Eleitoral. O mesmo vale para candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador de todos os municípios brasileiros.

Arrecadações

1.JUAZEIRO DO NORTE

R$ 1.048.492,12

2. MARANGUAPE

R$ 407.200,00

3.SOBRAL:

R$ 401.500,00

4.LAVRAS DA MANGABEIRA

R$ 339.132,00

5.CAMOCIM

R$ 253.802,00

6.CRATO

R$ 248.000,00

7.PACAJUS

R$ 198.950,00

8.SÃO GONÇALO DO AMARANTE

R$ 185.300,00

9.PACATUBA

R$ 184.873,00

10.ARACATI

R$ 170.000,00

11.ITAPIPOCA

R$ 156.981,34

12.ITAITINGA

R$ 153.920,00

13.EUSÉBIO

R$ 134.324,81

14.GRANJA

R$ 127.200,00

15.MARACANAÚ

R$ 125.000,00

Diário do Nordeste