EUA enviarão mais de 5 mil militares à fronteira com o México

-FOTODELDIA- GU2001. ZACAPA (GUATEMALA), 23/10/2018.- Una nueva caravana de migrantes de hondureños, unos 1.500 de acuerdo con la Procuraduría de Derechos Humanos de Guatemala, atraviesa el territorio guatemalteco hoy, martes 23 de octubre de 2018, en el sector de Zacapa (Guatemala). El grupo, entre el que sigue habiendo niños, se dirige hacia la cabecera departamental de Zacapa, donde se prevé que pasen la noche de este martes antes de continuar su travesía para poder llegar a Estados Unidos, como intentan unos compatriotas que ahora están en México. EFE/Esteban Biba

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (29) que enviará mais de 5 mil militares à fronteira com o México para impedir a entrada, em território americano, de duas caravanas de migrantes centro-americanos que atualmente atravessam Guatemala e México em direção ao país.

Em entrevista coletiva, o comandante do Comando Norte do Departamento de Defesa dos EUA, Terrence J. O’Shaughnessy, declarou que 800 militares já estão a caminho da fronteira sudoeste do país. Ele garantiu que, até o final da semana, o número de militares será de mais de 5 mil.

Hondurenhos cruzam a fronteira com o México, a partir da cidade de Tecún Umán, na Guatemala. Eles seguem rumo aos Estados Unidos

Hondurenhos cruzam a fronteira com o México, a partir da cidade de Tecún Umán, na Guatemala. Eles seguem rumo aos Estados Unidos – EFE/Esteban Biba/Direitos Reservados

“Vamos endurecer a fronteira”, avisou O’Shaughnessy, que explicou que os militares levarão as suas capacidades de “planejamento militar” à região, assim como três helicópteros para transportar os agentes de patrulhamento de um lugar para outro e materiais para montar acampamentos.

Uma lei americana de 1878 proíbe o uso de soldados para tarefas de segurança e ordem pública em nível nacional. Por isso, segundo O’Shaughnessy, os militares se limitarão a apoiar os agentes da Patrulha de Fronteira em operações aéreas para detectar atividades ilegais, assim como em trabalhos mecânicos, como reparação de veículos, além de oferecer cuidados médicos aos imigrantes que precisarem.

Entre as tarefas dos militares estará reforçar os pontos de entrada e detectar lugares pelos quais os imigrantes podem tentar atravessar a fronteira de maneira ilegal.

Os militares que serão enviados à fronteira nos próximos dias se somarão aos 2,1 mil soldados da Guarda Nacional – uma corporação de reserva das Forças Armadas – que estão na fronteira sul desde abril devido a outra caravana de migrantes, que neste caso iniciou o percurso no Sul do México.

Além disso, o Escritório de Alfândegas e Proteção de Fronteira (CBP) tem outros 2 mil agentes prontos para atuar, de acordo com o chefe dessa agência, Kevin McAleenan, que também participou da entrevista coletiva.

Cerca de 3,5 mil pessoas, segundo cálculos de McAleenan, integram agora a primeira caravana de migrantes, que iniciou seu percurso em 13 de outubro na cidade de San Pedro Sula, em Honduras, e atualmente atravessa o México, após passar pela Guatemala.

Uma segunda caravana, formada por 1,5 mil migrantes, cruzou hoje a pé o rio Suchiate, que separa a Guatemala do México, e, nos próximos dias, deve chegar a este último país uma leva de salvadorenhos que também tentará entrar no território americano.